Longevidade no Brasil precisa do apoio de abrigos – 2

Duas instituições centenárias reconhecidas na capital paulista oferecem um excelente lugar de acolhimento para idosos

Por Xênia Marques Lança de Q. Casséte

A Associação Evangélica Beneficente (AEB) teve início em 1928, com o objetivo e missão de oferecer apoio às pessoas que contraíam a tuberculose, uma doença de alta incidência no Brasil de 1850 até 1943, quando foi descoberta a estreptomicina, o primeiro antibiótico eficaz contra a doença. Com o passar dos anos, a AEB passou a identificar outras necessidades sociais e ampliou sua atuação, abraçando também a causa da pessoa idosa. Em 1941, incorporou o Abrigo Dona Teresa Leme, que acolhia oito mulheres.

Quase três décadas depois, em 1970, a instituição passou a administrar também o Lar Izidoro de Souza, destinado ao acolhimento de homens. “Com a aquisição de um espaço mais amplo, tornou-se possível reunir as pessoas idosas em um único local, dando origem à Casa de Repouso Otoniel Mota, e hoje, o Centro de Convivência Otoniel Mota, carinhosamente chamado Cecom”, conta Sergio Luiz Mendes dos Santos, superintendente da AEB.

Desde sua inauguração, em 1981, o Cecom tem procurado acompanhar os avanços da sociedade quanto ao cuidado e às políticas públicas voltadas às pessoas idosas, adaptando-se às novas demandas e aos desafios do envelhecimento. De acordo com Sergio Mendes, “atualmente, a casa vive um momento de transição muito significativo. Uma equipe de saúde ampliada e especializada tem sido estruturada para oferecer um atendimento ainda mais qualificado, considerando o perfil de saúde das pessoas idosas acolhidas”.

Nesse processo, a instituição está se consolidando como um espaço de atendimento para pessoas idosas com grau 3 de dependência, que são aquelas que necessitam de cuidados integrais e contínuos nas atividades da vida diária, muitas vezes com limitações físicas e cognitivas importantes, e por isso, demandante de acompanhamento permanente de profissionais de saúde e de cuidadores.

No seu dia-a-dia, a instituição oferece um espaço de acolhimento, cuidado e convivência para pessoas idosas. A rotina é organizada para atender às necessidades de saúde, bem-estar e dignidade dos residentes, contando com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de saúde, cuidadores e equipe de apoio. O Cecom atende pessoas idosas a partir dos 60 anos. Atualmente, a instituição tem capacidade para acolher até 70 residentes, sendo 40 mulheres e 30 homens.

“Diariamente, procuramos oferecer um ambiente de cuidado integral, com acolhida, alimentação balanceada – acompanhada por nutricionista –, escuta qualificada e atividades que estimulam a criatividade e a convivência”, conta Thaís Hintze Vasconcellos, gestora do Cecom.

As pessoas idosas assistidas pela instituição também contam com atendimento e interação com psicólogas, além do apoio da assistente social, que auxilia na regularização de documentação e na garantia de direitos. “Todo esse trabalho é realizado com muito carinho, atenção e respeito, valores que orientam o cuidado e a convivência dentro da instituição”, afirma Thaís. Atualmente, o Cecom não tem nenhum idoso com mais de 100 anos, os mais velhos são dois idosos com 94 anos de idade.

Convênio e desafios

O Cecom mantém uma equipe de 48 colaboradores, sendo um gerente, um assistente social, dois psicólogos, um nutricionista, 26 orientadores socioeducativos, 11 agentes operacionais (limpeza, copa e lavanderia), duas cozinheiras e 45 profissionais da equipe parceira da saúde (com médico, nutricionista, fonoaudióloga, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeiros e auxiliares de enfermagem), totalizando 93 pessoas que ajudam a instituição cumprir sua missão.

Uma parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social permite o atendimento gratuito da pessoa idosa sem recursos. E no atendimento particular, a mensalidade cobrada hoje, é de R$ 3.800,00. Segundo a gestora do Cecom, o valor necessário para manter a pessoa idosa com assistência digna, atualmente é de no mínimo R$3.800,00 mensais.

Segundo a gestora, um dos principais desafios que o Cecom enfrenta é a captação de recursos para a manutenção das despesas da instituição. “Como o cuidado com pessoas idosas, especialmente aquelas com maior grau de dependência, exige equipe especializada, alimentação adequada, medicamentos e estrutura apropriada, é fundamental contar com recursos suficientes para garantir a continuidade de um atendimento digno e de qualidade”, informa Thaís.

AEB

De acordo com o superintendente Sérgio Mendes, a Associação Evangélica Beneficente – AEB, é uma entidade do Terceiro Setor organizada em 1928 pelo Reverendo Otoniel Mota, que era ligado à Igreja Presbiteriana Independente (Catedral Evangélica de São Paulo, capital). “Naquela ocasião, sua filha havia sido diagnosticada com tuberculose e por isso ele criou a Vila Samaritana, um empreendimento social ousado para tratamento da doença em São José dos Campos, SP, pela melhor qualidade de ar. Desde então, as atividades promovem o desenvolvimento humano integral e a instituição já atua garantindo os direitos à saúde, ao esporte, à arte, à educação, ao cuidado e ao acolhimento”, conta Sérgio.

E afirma ainda: “A trajetória de quase 100 anos da AEB foi e permanece sendo fruto de um trabalho em rede, no qual cada ente social tem papel imprescindível: contribuintes comprometidos, colaboradores engajados, atendidos empoderados e parcerias responsáveis realizadas com o poder público e iniciativa privada”.

Bárbara Craveiro de Almeida, analista de comunicação da AEB, fala também sobre o trabalho do Cecom: “Hoje somos reconhecidos como entidade de utilidade pública na cidade de São Paulo, onde desenvolvemos dezenas de projetos em três eixos de atuação: Educação Infantil, Assistência à Situação de Rua e Desenvolvimento Comunitário”. E complementa: “Através desses serviços, o Cecom está preparado para receber além de pessoas idosas, também crianças chegando a 3.920 beneficiários frequentes e 4.732.330 atendimentos anuais, por meio da atuação de 795 colaboradores”.

Uma palavra da AEB e do Cecom para as igrejas

As igrejas que estão com ministérios específicos com idosos ou começando um trabalho com este objetivo, segundo a diretoria da AEB e Cecom é muito importante lembrar que o cuidado começa pela escuta. “Muitas vezes, mais do que atividades ou programações, o que a pessoa idosa mais precisa é ser ouvida, respeitada e considerada em sua história de vida, experiências e sentimentos. É fundamental também incentivar e preservar, sempre que possível, a autonomia da pessoa idosa. Isso significa valorizá-la como alguém que ainda tem muito a contribuir, permitindo que participe das decisões, expresse suas opiniões e continue exercendo seus dons e capacidades dentro da comunidade”, informam. As igrejas podem ser espaços muito significativos de acolhimento, convivência e fortalecimento de vínculos. Ao promover momentos de escuta, convivência, oração e participação ativa, ajudam a combater o isolamento e reforçam a dignidade e o valor de cada pessoa idosa.

Xênia Marques Lança de Q. Casséte é jornalista, esposa e mãe. Membro da Igreja Batista da Redenção, faz parte da equipe do Coletivo Bereia de informação e checagem de notícias.

Imagens: Gabriela Sampaio, técnica do CECOM e mobilizadora AEB.

Leia mais:

>> Longevidade no Brasil precisa do apoio de abrigos, por Xênia Marques Lança de Q. Casséte

>> Tia Leley: uma irmã de caridade que oferece e recebe amor, por Emiliane Rezende

Tia Leley: uma irmã de caridade que oferece e recebe amor

É preciso olhar mais para aqueles que viveram para servir e servi-los também no final de suas vidas

Por Emiliane Rezende

Dos treze filhos da minha avó paterna, uma é irmã de caridade. Ela sempre foi muito atenciosa e afetuosa com todos os irmãos e sobrinhos. E imagine que com essa grande família, sobrinho era o que não faltava.

Meu pai era o único que morava fora do Rio e, pelos Correios, ela enviava cartões de aniversário e de Natal, religiosamente, para cada um de nós. Eu ficava horas admirando aquela caligrafia tão perfeitinha. Minha mãe dizia que eu havia herdado dela a letra bonita. E eu bem sabia que tinha me esforçado muito para a imitar.

Tia Leley, de quem tem orgulho até hoje, trabalhou muito para a sua ordem. Serviu aos mais necessitados: em hospitais públicos (foi enfermeira) e em situação de rua.

Os anos se passaram e os cartões passaram a chegar para os meus filhos e, quando chegou a vez dos meus netos, ela já usava o WhatsApp, mas nunca ficamos desprovidos de uma felicitação. Tia Leley não conhece todos os meus netos, a vida nos separou bastante fisicamente, mas nunca fomos separados do seu afeto e da sua atenção.

Agora que eu também já sou 60+, coloquei como meta visitar a minha tia querida que hoje não está mais na ativa e se encontra numa casa de repouso para irmãs de caridade da sua ordem.

Conversamos pelo WhatsApp por anos e sempre a informava das novidades da família: nascimentos, formaturas, casamentos, falecimentos. A presença dela é muito forte, apesar da distância geográfica.

Com a aposentadoria fiquei mais livre para planejar a tão sonhada visita que aconteceu na última semana. Meu coração se encheu de gratidão por poder abraçar de novo a irmã do meu pai e reconhecer nela traços da minha avó, a voz tranquila do meu pai e uma pessoa de 85 anos com a mesma memória de outrora. Tia Leley alegrou-se muito em me dar notícias de tios e primos que igualmente não vejo há anos. E também relembramos viagens e pessoas que fizeram parte da nossa história remota.

Mas o que mais me alegrou foi perceber que ela está bem cuidada, numa casa de repouso da ordem onde ela serviu a vida toda. Que bem me fez perceber como a Igreja Católica valoriza aquelas que gastaram grande parte da sua vida servindo os mais necessitados. Que bom seria se todas as idosas fossem tão privilegiadas! Que lugar aprazível! Quantas árvores, flores, brisa, quartos individuais com banheiros privativos. Cuidadoras para aquelas que já precisam, diaristas que deixam tudo brilhando, cozinheiras que servem quatro refeições diárias, revelando esmero e alegria num refeitório agradável e limpíssimo. Salas de estar para receber as visitas, elevadores e tudo isso sem nenhum luxo para aquelas que fizeram voto de vida simples.

Depois de longas conversas, despedimo-nos com um abraço igualmente longo e algumas lágrimas, na certeza de que aquele dia foi uma graça, mas na incerteza se haverá uma próxima oportunidade em breve.

Voltei para casa pensativa sobre essa iniciativa antiga da Igreja Católica e refletindo como seria bom se eu conhecesse algo assim da parte da Igreja Evangélica, que ela cuidasse assim dos seus pastores e suas viúvas e dos missionários. É preciso olhar mais para aqueles que viveram para servir e servi-los também no final de suas vidas tão preciosas.

Emiliane Rezende, esposa do Angelo, mãe do Mateus e da Marta e avó de Rebeca, Benício, Elias e Nícolas, reside em Santos, SP. É pedagoga pela Universidade Federal de Viçosa. Trabalhou como coordenadora pedagógica por 22 anos.

Leia mais:

A bênção de ter – e de ser avós, por Esther Carrenho

“Para iluminar, a gente tem que derreter” , por Heidi Oliveira

Imagem: Unsplash.

Jesus Cristo – o eixo do universo

Por Elben César

No dia em que Jesus entrou em Jerusalém pela última vez, montado num jumentinho e passando por cima de ramos de palmeiras, ele declarou à multidão que o cercava: “Quando eu for levantado da terra, atrairei todas as pessoas para mim” (Jo 12.32). O Senhor se referia ao seu sacrifício vicário na cruz cinco dias depois, único meio pelo qual os pecadores podem ser perdoados e salvos.

Quantas pessoas foram atraídas por Jesus e seu sacrifício nestes vinte séculos de pregação do evangelho? Só Deus sabe!

Porque Jesus, ao ser enviado ao mundo pelo Pai, abriu mão de tudo e caminhou até a morte e morte de cruz, Deus deu a ele “a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome de Jesus,

todas as criaturas no céu,

na terra

e no mundo dos mortos,

caiam de joelhos

e declarem abertamente

que Jesus Cristo é o Senhor,

para a glória de Deus, o Pai”

(Fp 2.9-11).

Na morte e na ressurreição, na colina do Calvário e no monte da transfiguração, na humilhação e na glória, na primeira e na segunda vinda – Jesus Cristo é o eixo do universo e da história!

Imagem: Wikimedia Commons.

Leia mais:

>> “Para iluminar, a gente tem que derreter”, por Heidi Ferreira A. S. de Oliveira

>> Entra na minha casa, por Wilfried Korber

“Para iluminar, a gente tem que derreter”

Dedicar-nos a Jesus é graça e gratidão: o evangelho que nos alcançou na juventude ainda arde em nosso coração

Por Heidi Ferreira A. S. de Oliveira

Ouvi a frase que dá título a este artigo numa canção da banda Rebanhão. Ela me fez revisitar minha história.

Conheci Jesus na adolescência, por meio de uma história no antigo flanelógrafo. Fui impactada pela pergunta: “Quer Jesus como seu Salvador?”. Saí contrariada por me sentir exposta, mas a frase ecoou. Em casa, disse a Deus que, se ele pudesse me salvar das angústias de uma vida sem sentido, que assim fizesse. Minha vida mudou.

Cresci nas Escrituras e passei a frequentar uma pequena igreja. Foi tempo de alicerçar a fé: evangelismo nas ruas e na Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (FEBEM). Aprendi a caminhar com o Mestre Jesus e a tocar violão. Participei de um acampamento cristão; jovens expressavam Cristo. Desde então, atuei como QG no Jovens da Verdade (JV).

Nossa estrutura era simples, mas o compromisso com o evangelho, intenso. Já casada com Silas Soares de Oliveira, realizamos viagens missionárias, visitamos igrejas e promovemos retiros. E o evangelho se expandia pelo país.

Nos anos 1990, Deus nos enviou a morar no acampamento do JV. Abri mão de uma carreira promissora em São Paulo. Em Arujá, além das atividades no acampamento e no seminário, ingressei na educação, primeiro como professora, depois na gestão. Entendi a escola como ministério. Mantivemos a banda JV ativa e, mesmo com filhos, seguíamos pregando o evangelho.

Com o tempo, já mais velhos, achamos que nosso papel seria apenas apoio e oração aos jovens do JV. Embora necessário, isso não supria o desejo que ardia em nosso coração. Voltamos a visitar igrejas com um pequeno grupo de veteranos, cantando e pregando o amor de Deus. Sentíamo-nos constrangidos por usar o nome Jovens da Verdade; assim nasceu o Dinossauros da Verdade – irreverente e bem-humorado.

Com a pandemia da Covid-19, o grupo cresceu. Pelo WhatsApp, promovemos oração e comunhão durante o isolamento. De oito, chegamos a cerca de setenta “dinos”, com testemunhos de restauração. Seguimos visitando igrejas.

Voltamos às viagens missionárias pelo interior e litoral, agora na nossa realidade idosa. Com um violão, canções antigas, contrabalde1 e pinturas, vimos como Deus usa nossas limitações. Neste novo tempo, entendemos que dedicar-nos a Jesus é graça e gratidão: o evangelho que nos alcançou na juventude ainda arde em nosso coração. Deus caminha conosco por gerações, trazendo alegria e esperança.

Tivemos três filhos e acompanhamos a luta da caçula, Gabriela, contra o diabetes tipo 1. Em meio a provações, ela permaneceu firme no Senhor. Após dois transplantes, hoje está curada. Reconhecemos a graça e a misericórdia de Deus.

Para obedecer ao Ide, criamos o Acampadinos, para reintegração, comunhão e senso de missão a idosos, em ambiente adaptado. Muitos foram impactados ao perceber que continuam úteis no reino, apesar da idade.

O Movimento Cristão MC 60+ intensificou nossa convicção: é possível servir ao reino em qualquer fase da vida, até com uma “segunda carreira” ministerial. Por isso, volto à frase que me marcou: “Para iluminar, a gente tem que derreter”. A luz de Cristo está na vela que somos nós. Quando nos dispomos a ser instrumentos dele, os anos passam, o corpo se desgasta, mas a luz permanece até a eternidade (Mt 5.16).

Nota

1. Contrabalde é um instrumento musical rústico feito com uma lixeira de alumínio, fieira de pião e cabo de vassoura. O som da fieira esticada amarrada à lixeira e ao cabo de vassoura é semelhante ao do contrabaixo. Daí o nome “contrabalde”.

Heidi Ferreira A. S. de Oliveira é casada com Silas, mãe de Flávia, Silas e Gabriela e avó de Benjamin. Tem formação em pedagogia, psicopedagogia e artes, e é gestora educacional e membro da Missão Jovens da Verdade.

Artigo publicado originalmente na edição 418 de Ultimato. Reproduzido com permissão.

Imagem: Unsplash.

Leia mais:

>> Lutar pelos sonhos é possível após os 60. Sempre pela bondade do Senhor, por Xênia Marques L. de Q. Cassete

>> Andando com Deus, por Wilfried Korber

Movimento Cristão 60+ anuncia o seu 5º Encontro Nacional

Com o tema A Força da Esperança para os 60+, o evento privilegiará comunhão e encorajamento

De acordo com a ONU o número de pessoas com 65 anos ou mais deve dobrar nos próximos trinta anos. O envelhecimento da população tem sido retratado como a maior tendência global do nosso tempo. Muitas igrejas já se despertaram para os desafios que esta realidade traz.

Nesta fase da vida, é natural que haja inquietação com relação ao futuro. Questões relacionadas à qualidade de vida, estabilidade, segurança e solidão são motivos legítimos de preocupação. E também perguntas sobre a continuidade da vocação.

Jesus apresenta perspectivas corretas com relação ao tempo e ele chama os discípulos a viverem sem medo do futuro. A esperança cristã é enraizada nas promessas e ensinos de Jesus e se expressa como confiança dinâmica na fidelidade de Deus que cumpre o que prometeu. Somos portadores de uma esperança ativa, baseada no futuro certo da redenção – Cristo voltará, e os fiéis serão libertos. Esta é a esperança que sustenta a missão, consola na dor, inspira a justiça e aponta para a plenitude da vida com Deus.

O 5º Encontro Nacional tratará dos desafios próprios aos 60+ a partir do tema “A Força da Esperança para os 60+”. O evento, promovido pelo Movimento Cristão 60+, será realizado nos dias 15 a 17 de setembro, no Centro Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista, SP.

O formato do Encontro promoverá espaços de comunhão, troca e encorajamento. Além das palestras, o programa prevê momentos de louvor, oração e compartilhamento; mostra de projetos desenvolvidos por igrejas voltados para os 60+ e testemunhos. Além disso, serão oferecidas 10 Oficinas sobre temas específicos.

Os temas das palestras principais são: A força da esperança – vivendo entre o já e o ainda não; A força da esperança – para continuar servindo; A força da esperança – o autocuidado; A força da esperança – uma segunda carreira e A força da esperança – perseverança.

Entre os preletores já confirmados estão:Christian Gillis, Ricardo Agreste, Daniel Yoshimoto, Ageu Lisboa, Paulo e Dora Bomilcar, Elias Bispo, Klênia Fassoni.

Se você quer fortalecer a sua esperança ou compreender melhor o envelhecimento de seus familiares ou membros de sua comunidade, ou se equipar para um ministério profícuo com os 60+, não perca a oportunidade de estar presente neste Encontro.

Escreva para mc60mais@gmail.com e receba em primeira mão informações sobre como inscrever-se.

…..

O MC60+ nasceu no coração de um grupo de amigos nesta fase de idade com o objetivo de despertar as igrejas para esta realidade e, ao mesmo tempo, para encorajar os 60+ a não se aposentarem da carreira cristã, ao autocuidado e a servirem à igreja com seus dons, experiências e rede de contatos.

Serviço:

5º Encontro Nacional MC 60+ – A Força da Esperança para os 60+

Quando: 15 a 17 de setembro de 2026

Onde: Centro Mariápolis Ginetta, Vargem Grande Paulista, SP [a 47 km de SP]

Informações: mc60mais@gmail.com

Saudade da vovó

O elo emocional que aproxima os extremos da idade e embeleza a relação avós-netos é poderoso demais para ser ignorado

Por João Soares da Fonseca

Desde que chegamos em 2022 à igreja de que somos membros, Zion Baptist Church, em Walton, Kentucky, impressionou-nos uma avó trazendo dominicalmente seus três netos. Bem disciplinados, os meninos se comportavam exemplarmente no culto. Qualquer ameaça de traquinagem era desestimulada pelo olhar fulminante da avó. Quase três anos depois, no domingo antes do último Natal, os três irmãos foram batizados, confessando sua fé em Cristo. Foi uma festa na pequena igreja. Aproveitei para parabenizar a avó, por seu zelo e perseverança em trazê-los à igreja e em conduzi-los aos pés da cruz.

O batismo dos três irmãos me lembrou um dado anotado por um acadêmico canadense, chamado Reginald W. Bibby (1943—). Premiado pesquisador de tendências religiosas, Bibby concluiu que os canadenses deverão retornar à igreja nos próximos anos, motivados por um fator que quase sempre passa despercebido: a nostalgia.

O fenômeno não é exclusivo do Canadá. No Brasil também temos milhares de jovens que nasceram e cresceram na igreja, tendo sido alimentados pelo leite revigorante da Palavra de Deus, conduzidos pelos avós. Mas à medida que cresceram, abandonaram a igreja, especialmente nos dias turbulentos da universidade, quando sua fé ingênua não conseguiu resistir aos ataques do racionalismo ateu. E assim, cedendo cegamente às tentações do secularismo, deixaram a casa paterna e foram procurar a ilusória felicidade que supunham existir na terra distante.

Acontece que os anos passam. Os avós passam. Os pais partem. O menino vira velho. A menina, uma senhora de respeito. E é aí que entra o fator nostalgia, de Bibby. Eles conservam agradabilíssimas recordações da infância, quando a vovó os levava à igreja. E começam a voltar. Confirmo essa conclusão porque eu mesmo colhi frutos dessa bênção ao batizar alguns irmãos canadenses com esse perfil. Quando, na profissão de fé, perguntei como chegaram à conclusão de que Jesus é a única esperança de salvação, vários deles responderam que foram levados à igreja por seus avós. Agora, cinquentenários, retornavam à igreja, com saudade da vovó.

Claro que o fator nostalgia também funciona com os pais. Mas avós são outra história. O elo emocional que aproxima os extremos da idade e embeleza essa relação é poderoso demais para ser ignorado. Concluo com um desafio ao senhor, vovô, e à senhora, vovó: Se seus filhos não estão trazendo os seus netos à igreja, que tal combinar com eles e levar os pequeninos consigo à igreja e consequentemente a Cristo?!

João Soares da Fonseca é pastor.

Artigo publicado orginalmente na Revista Novas, nº 406, janeiro de 2026. Reproduzido com permissão.

Leia mais:

>> Uma avó feliz, por Cássia Sakiyama

>> A bênção de ter – e de ser avós, por Esther Carrenho

Descartável, mas reciclável

O ser humano não é somente pó. Possui alma e espírito. Ambos não são descartáveis

Por Wilfried Körber

Cada vez mais o mundo se dá conta de que o desperdício deve ser evitado. O muito lixo está sufocando a terra, as águas, o ar e até a estratosfera e mais além, depositando resíduos em outros planetas. Os “verdes”, a ecologia, defendem e propagam a necessidade de evitar-se toda essa contaminação da natureza. Muita gente os apoia e esse apoio vem crescendo à medida que se encontram métodos de aproveitamento do que era jogado fora, e pessoas ou empresas que desenvolvem mecanismos e sistemas de recuperação, transformam parte do lixo em nova matéria prima e consequentemente em dinheiro. Há os bens “duráveis”, que todavia cada vez duram menos. Há os eletrônicos, que se tornam obsoletos, antes mesmo de, estarem estragados. Há os descartáveis que assim se tornam (e são muitos) após serem usados uma única vez. Há aqueles que precisam ser descartados sem oferecerem, por ora, a possibilidade de reciclagem. Que situação! A criação de Deus é destruída, em sua qualidade, pelo homem: o ar, a água, a terra, a vegetação e a saúde.

O ar é reciclado pela própria natureza, pelo movimento das águas e pelo respirar das florestas. A água é reciclada pelo ciclo da evaporação e das chuvas, a terra recebe novas forças pelo descanso entre safras e pelos materiais orgânicos que nela são depositados, a vegetação morre e renasce, se encontrar ambiente favorável. A saúde pode ser promovida ou abusada, sofrendo as atitudes do corpo e da alma. Algo parecido acontece com o ser humano. Uns são descartados ainda em vida: à margem da sociedade, nas sarjetas, em asilos ou hospitais. Não há nada a fazer com eles. Que miséria! Foram algum dia crianças bonitinhas, possivelmente queridas e acariciadas. De repente sua beleza desapareceu e ninguém mais os quer. Serão descartáveis! Outros vivem sua vida, curta ou longa, com alegria, ou tristeza, cheios de esperança ou desesperados, vivem modestamente ou possuem riquezas, às vezes incalculáveis. Chega o dia em que, ao se “despedaçar seu copo de ouro e desfazendo-se a roda junto ao poço, o pó volte à terra” (conf. Ec 12.6), descartado, porque para nada mais serve.

O ser humano não é somente pó. Possui alma e espírito. Ambos não são descartáveis. Para a alma prevê-se um renascimento e o espírito é vida e tendo sido dado por Deus, para ele volta. Reciclável é a alma do homem. A alma é o que representa nossa personalidade, nosso eu. A alma deseja, sente e crê. Minha alma sou eu. Ela perde sua característica original, abrigada por um corpo mortal e descartável, mas ela mesma será reciclada. Isso acontecerá no grande dia da ressurreição, quando o Senhor voltar e buscar os seus e restaurar-lhes uma nova vida, com um novo corpo, perfeito (1Co 15.44). Aqui vem uma surpresa. Nesse caso o reciclado será melhor que o original. Deus seja louvado! Portanto não tenho medo de ser descartado, pois aguardo, cheio de fé e esperança a reciclagem. Você também já chegou a essa convicção?

Wilfried Körber nasceu em Göttingen na Alemanha em 1931 e vive no Brasil desde 1937. Converteu-se aos 16 anos na então Igreja Alemã Batista Zoar, frequentada por sua mãe. Membro fundador da Igreja Batista Filadélfia de São Paulo, envolveu-se com o trabalho de evangelização de crianças e missões, com sua esposa Gisela, de saudosa memória. Há mais de uma década escreve textos para o devocionário Presente Diário. Atualmente vive em Sorocaba, SP. @lampadaparaosmeuspes_.

Texto baseado na devocional feita pelo autor no encontro de oração do Movimento Cristão 60+ no dia 2/3/2026.

Leia mais:

>> Eu com Deus e Deus comigo, por Wilfried Körber

>> Ver além do que a vista alcança, por Marcelo Barreto

Imagem: Unsplash.

Ver além do que a vista alcança

Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo […] pois já os meus olhos viram a tua salvação (Lucas 2.29-30).

Por Marcelo Barreto

Um dos cânticos mais emocionantes da Bíblia é o de Simeão, um idoso justo e temente a Deus. Certamente ele não teria trinta e três anos a mais de vida, o que o impossibilitaria de ver a morte redentora do Messias. De forma especial, Deus concedeu-lhe a capacidade de perceber que aquela criança, que iria ser apresentada ao Senhor, era o Salvador esperado. Simeão literalmente diz: “Meus olhos viram a tua salvação!”.

Deus deu a Simeão a capacidade de ver além do que a vista alcança, coisa que muitos discípulos, mesmo estando lada a lado com Jesus, não conseguiram perceber. A multidão não viu, Herodes desprezou e Pilatos lavou suas mãos. Até hoje, muitos veem somente Jesus histórico, e não conseguem ver além, o Deus encarnado, o Salvador e Senhor.

É normal desvalorizarmos o que fazemos por não vermos além. Nem sempre compreendemos que alguns atos, por mais simples que sejam, podem modificar a situação de uma pessoa, seja uma palavra, uma oração, uma hospedagem, um consolo, um copo d’água, uma pergunta. Só Deus sabe o alcance das ações que fazemos em obediência à sua palavra. Muitas vezes queremos entender mais que obedecer. A Bíblia afirma que os desígnios do Senhor são insondáveis e impenetráveis ao coração humano.

Um dia, um homem caminhava e viu alguns trabalhadores de uma construção. Ele perguntou o que estavam fazendo. Para sua surpresa, ele obteve três respostas. O primeiro disse: “Estou quebrando pedras”. O segundo: “Estou conquistando meu salário do final do mês”. E, muito orgulhoso, o terceiro respondeu: “Estou construindo uma catedral”.

Com qual dessas respostas você mais se identifica?

Senhor, abre os meus olhos para que eu veja o valor do que fazes no meu dia a dia.

Marcelo Barreto é agrônomo, fitopatologista e professor na Universidade Federal do Espírito Santo. Presbítero da Igreja Presbiteriana Manancial em São Mateus, ES. Bem casado, pai de duas filhas e avô de dois netos.

Imagem: Edson Fassoni. @efassoni.

Leia mais:

>>Eu com Deus e Deus comigo, por Wilfried Korber

>> Saber envelhecer, por Oswaldo Luiz Gomes Jacob

Cuidado – este artigo pode resultar em dependência

As vantagens de escrever um diário ou memórias é que isso não requer acompanhamento médico, exercícios penosos, ou fortunas gastas na farmácia

Por Thomas Hahn

Verdade. Eu, que nunca tinha tido problema nesta área, me tornei dependente aos 45 anos de idade. Metade da minha vida livre, só para escorregar e cair feio!

Foi assim: tarde de verão, o sol começando a se despedir, a água da piscina morna, o papo fluindo tipo praia. E minha vizinha e anfitriã solta esta: “Vou criar um jornal para nosso bairro”. Granja Viana, o bairro em questão, é parte de Cotia, próximo a São Paulo, e estava começando seu desenvolvimento acelerado. Ela continuou: “Precisamos ter uma voz para que a prefeitura ouça nossas necessidades”.

Perfeito, pensei. E uma voz, que me lembrava a minha, falou: “E eu vou escrever um artigo para este jornal. Conte comigo!”. Mas havia um probleminha: eu nunca escrevera nada. Nadinha, a não ser umas cartas para minha namorada, que me amava o suficiente para casar comigo apesar das ditas cartas.

Escrevi crônicas para o jornal durante 35 anos. Aprendi a escrever, a ter meu jeitão próprio, escrevendo. E deu certo: o jornal teve uma longa vida de bons serviços prestados, e eu virei o escritor de Cotia. No final desta época, em 2005, publiquei um livro de memórias – originalmente para meus filhos, mas a pedidos tornado público – que vendeu bem – a tiragem inteira. Recentemente publiquei dois livros para cristãos iniciantes, mas não alçaram voo.

Tudo para chegar ao ponto deste artigo: Escrever vicia. Prova disto é que agora, aos 89 anos, sem carta de motorista, com pernas que se recusam a andar por aí, voltei a escrever. Nada para o público: é de mim para mim. Acordo cedo, faço minha leitura devocional e escrevo, a mão, papel e caneta, o que pode ser tanto uma oração quanto uma meditação. Escrever, ao invés de simplesmente meditar/orar, tem me ajudado a por meus pensamentos em ordem, e, pela natureza do processo, gastar mais tempo em comunhão com Deus. Tem sido uma benção para este ancião, e quero que seja uma benção para você.

Duas propostas, então: primeiro, que você escreva um diário, acompanhando sua devocional diária, e, segundo, que você escreva suas memórias, não necessariamente como obra literária, mas para contar sua vida para sua família, seus descendentes, que não conseguem imaginar como era a vida em geral, e a sua em particular, há uns 60 ou 70 anos.

Com a vantagem adicional que estas propostas não requerem acompanhamento médico, exercícios penosos, ou fortunas gastas na farmácia.

**

Livros de minha autoria

Vou Te Contar: Memórias

Deus me Ama – Introdução à Bíblia e à vida com Cristo

Sou Cristão, E Agora? – Primeiros passos com Jesus

Os livros e e-books podem ser encontrados em lojas como Amazon, Mercado Livre, Martins Fontes, da Vila etc. Para compras em grupo, como igrejas em vendas@editoraappris.com.br

**

Thomas Hahn, 89 anos, nasceu em Viena, Áustria, mas é carioca por formação. É casado com Christine há 61, com quem tem três filhos. Foi ordenado pastor aos 87 na Igreja Batista da Granja Viana, em Cotia, SP.

Leia mais:

>> Carta de um velho, por Thomas Hahn

>> Eu com Deus, e Deus comigo, por Wilfried Korber

Imagem: Unsplash.

Trocando nosso coração de pedra por um coração de carne

Sejamos justos e tenhamos palavras e atitudes que façam e tragam o bem, pois Deus deseja nos abençoar

Por Elisa Maria Ferraz Arruda Medeiros

Algumas expressões são essencialmente negativas: não posso; sou fraco; tenho falta de fé; não consigo é muito difícil; não vai sair minha aposentadoria; esse negócio não vai dar certo, e muitas outras que falamos sem pensar e nem nos damos conta do seu significado depois de faladas, mas, conhecemos o medo e a insegurança que essas palavras nos trazem.

Quando pensamos que estamos com medo e o confessamos, ele começa a ficar gigante diante de nós de tal maneira que perdemos a coragem. Foi o que aconteceu a Jó quando confessou:” Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece” (Jó 3.25).

Ao dizermos que nossa fé é pequena, torna-se uma confissão, estamos, sem saber, dando direito legal de ação ao Diabo, que anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar(1Pe 5.8),procurando uma brecha, fazendo estragos em nossa vida e na vida da nossa família e a dúvida, que é o oposto à fé, se levanta diante de nós e cresce de tal maneira que a fé começa a faltar em nosso coração.

Na verdade, quando você ou eu dizemos: “Não consigo por minhas contas em dia”, realmente, não conseguiremos porque já decidimos e colocamos uma posição negativa em nosso coração, confessando com nossa boca. Já tomamos a posição e esquecemos que nós recebemos o que declaramos, pois, quando falamos estamos plantando as sementes que iremos colher que são nossas palavras.

Isto acontece porque estamos falando em contrário com o que diz a Palavra de Deus, pois ela nos afirma: “O meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Fp. 4.19).

Para todas as afirmações negativas sobre nós, temos na palavra de Deus afirmações que nos trazem bênçãos.

Para “não posso”: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp.4.13).

Para “sou fraco”: “Tu és a minha fortaleza” (Sl 31.4).

Para “sou derrotado”: “Somos mais que vencedores” (Rm 8.37)

Basta lermos a Palavra para sabermos que Deus quer que mudemos nossa maneira de falar, abençoando nossa vida, nossos sonhos, apesar das circunstancias em que vivemos.

As afirmações que encontramos na Bíblia a nosso respeito, nos fortalecem e nos dão uma visão diferente sobre nós, enquanto filhos. Devemos abandonar algumas palavras que trazem a característica de quem não é filho.

Devemos colocar no coração o que Deus fala sobre nós

“O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm.8.16)

Deus diz que somos filhos. Éramos criaturas, criadas à imagem e semelhança dele, mas Jesus, o Verbo se fez carne e viveu entre nós se fazendo em pecado para nos libertar da culpa, um justo que se fez injusto para que fossemos justificados por ele. Trocou de lugar conosco e desfez a barreira que existia entre nós e Deus, e nos transformou em filhos. Qualquer pessoa que deixa Jesus fazer morada em sua vida, torna-se filho de Deus Pai.

Você já parou para pensar nessa verdade? Somos filhos do Rei.

Temos tanto valor para Deus que ele não poupou Jesus da cruz para nos salvar.

Se começarmos a ler na Palavra o que Deus pensa sobre nós, e o que diz que somos, as nossas atitudes passarão a ser diferentes.

O desejo do coração de Deus é que sejamos uma bênção, façamos coisas boas, pois fomos criados para as boas obras (Ef.2.10), sejamos justos e tenhamos palavras e atitudes que façam e tragam o bem, pois ele deseja abençoar-nos.

Ele diz que:

Somos filhos (Jo 1.12);

Somos redimidos – resgatados pelo sangue de Cristo (1Pe 18.19);

Nascemos de novo (Jo 12.13);

Temos nova natureza (Cl 3.9-10);

Somos Justificados (Rm 3.24-31);

Somos Salvos (At 2.21 e Ef 2.8);

Somos mais que vencedores (Rm 8.37);

As nossas necessidades serão supridas (Fp 4.13; Sl 31.19; Rm 8.32)

Somos sacerdócio real, nação santa, povo adquirido, raça eleita (1Pe 2.9)

Somos delícia de Deus (Is 62.4);

Somos a menina dos olhos de Deus (Dt 32.10; Zc 2.8; Sl 17.8);

Somos embaixadores (2Co 5.20);

Somos corajosos, não temos medo (Js 1,9; Sl 27.1,3);

Somos prósperos e se quisermos comeremos o melhor dessa terra (Is 1.19).

Se Deus diz que somos tudo isso, é porque o somos para ele. O plano dele é que sejamos. São afirmações do Pai.

Elisa Maria Ferraz Arruda, 80 anos, membro da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Londrina, PR.

Leia mais:

>> Como ser forte e corajoso, por Elisa Maria F. Arruda

>> Saber envelhecer, por Oswaldo Luiz Gomes Jacob

Imagem: Unsplash.