Por Wilfried Körber

Thomas Hahn foi colaborador do site do MC60+ (você pode pesquisar pelo seu nome para ler os seus artigos). Ele fazia parte de um grupo de Whatsapp dos que estiveram presentes no I Encontro Regional do MC60+, realizado em 2025, no qual comemorou-se os seus 88 anos. Neste grupo, ele se expressou pela última vez no dia 22/8/2026, 8 dias antes de sua morte. E foram estas as suas palavras: “Estou totalmente entregue nas mãos do Pai. É uma experiência de conforto e amor total”. Ele não tinha medo da morte. Em abril de 2024 ele escreveu este sincero depoimento na “última idade”, então com 88 anos, celebrando as dádivas de Deus e a igreja em que está inserido – mesmo em meio a muitas dificuldades.
Thomas Hahn nasceu em Viena, Áustria, mas considerava-se carioca por formação. Foi casado com Christine há 62, com quem tem três filhos. Foi ordenado pastor aos 87 na Igreja Batista da Granja Viana, em Cotia, SP.
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No dia 30 de agosto, partiu para estar com o Senhor, nosso querido irmão Thomas Hahn aos 90 anos (MC60+). Conheci-o, em fevereiro passado, através de um texto que ele escreveu para o MC60+, sob o título: “Carta de um velho”. Tornamo-nos amigos, mas durou pouco porque, como mencionei, ele já foi embora.
Quando chegamos nessa idade, que podemos chamar de bíblica, porque o texto no Salmo 90, na oração de Moisés, a duração de nossa vida é de 70 anos, chegando alguns a 80, sendo que ele mesmo chegou aos 120, então nós dos grupos 60+ não devemos estranhar se está na hora de partir. Não será sempre uma despedida fácil, nem desejada, mas devemos estar preparados.

O que vem depois, para nós que somos salvos, não é assustador. Só lemos coisas boas e bonitas para o nosso futuro, quando deixarmos este vale de sombra e de lágrimas. Contudo, esse tempo que, conforme foi designado, após os 60 anos, muitas vezes deixa a desejar. Incapacidade, fraquezas, solidão e saudades não são situações incomuns.
No cap.12 do livro de Eclesiastes, o autor, com muito acerto, descreveu nossa situação quando o dia declina: “…antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer; antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens do aguaceiro; no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teu olhos nas janelas; e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem; como também quando temeres o que é alto, e te espantes no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça; antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” Essa meditação de Salomão, que parece pessimista, é seguida por Apocalipse 21: onde lemos: “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.” Segue depois a eternidade que o irmão Thomas já iniciou. Até mais, meu irmão!
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