Cuidado – este artigo pode resultar em dependência

As vantagens de escrever um diário ou memórias é que isso não requer acompanhamento médico, exercícios penosos, ou fortunas gastas na farmácia

Por Thomas Hahn

Verdade. Eu, que nunca tinha tido problema nesta área, me tornei dependente aos 45 anos de idade. Metade da minha vida livre, só para escorregar e cair feio!

Foi assim: tarde de verão, o sol começando a se despedir, a água da piscina morna, o papo fluindo tipo praia. E minha vizinha e anfitriã solta esta: “Vou criar um jornal para nosso bairro”. Granja Viana, o bairro em questão, é parte de Cotia, próximo a São Paulo, e estava começando seu desenvolvimento acelerado. Ela continuou: “Precisamos ter uma voz para que a prefeitura ouça nossas necessidades”.

Perfeito, pensei. E uma voz, que me lembrava a minha, falou: “E eu vou escrever um artigo para este jornal. Conte comigo!”. Mas havia um probleminha: eu nunca escrevera nada. Nadinha, a não ser umas cartas para minha namorada, que me amava o suficiente para casar comigo apesar das ditas cartas.

Escrevi crônicas para o jornal durante 35 anos. Aprendi a escrever, a ter meu jeitão próprio, escrevendo. E deu certo: o jornal teve uma longa vida de bons serviços prestados, e eu virei o escritor de Cotia. No final desta época, em 2005, publiquei um livro de memórias – originalmente para meus filhos, mas a pedidos tornado público – que vendeu bem – a tiragem inteira. Recentemente publiquei dois livros para cristãos iniciantes, mas não alçaram voo.

Tudo para chegar ao ponto deste artigo: Escrever vicia. Prova disto é que agora, aos 89 anos, sem carta de motorista, com pernas que se recusam a andar por aí, voltei a escrever. Nada para o público: é de mim para mim. Acordo cedo, faço minha leitura devocional e escrevo, a mão, papel e caneta, o que pode ser tanto uma oração quanto uma meditação. Escrever, ao invés de simplesmente meditar/orar, tem me ajudado a por meus pensamentos em ordem, e, pela natureza do processo, gastar mais tempo em comunhão com Deus. Tem sido uma benção para este ancião, e quero que seja uma benção para você.

Duas propostas, então: primeiro, que você escreva um diário, acompanhando sua devocional diária, e, segundo, que você escreva suas memórias, não necessariamente como obra literária, mas para contar sua vida para sua família, seus descendentes, que não conseguem imaginar como era a vida em geral, e a sua em particular, há uns 60 ou 70 anos.

Com a vantagem adicional que estas propostas não requerem acompanhamento médico, exercícios penosos, ou fortunas gastas na farmácia.

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Livros de minha autoria

Vou Te Contar: Memórias

Deus me Ama – Introdução à Bíblia e à vida com Cristo

Sou Cristão, E Agora? – Primeiros passos com Jesus

Os livros e e-books podem ser encontrados em lojas como Amazon, Mercado Livre, Martins Fontes, da Vila etc. Para compras em grupo, como igrejas em vendas@editoraappris.com.br

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Thomas Hahn, 89 anos, nasceu em Viena, Áustria, mas é carioca por formação. É casado com Christine há 61, com quem tem três filhos. Foi ordenado pastor aos 87 na Igreja Batista da Granja Viana, em Cotia, SP.

Leia mais:

>> Carta de um velho, por Thomas Hahn

>> Eu com Deus, e Deus comigo, por Wilfried Korber

Imagem: Unsplash.

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